Senhoras e Senhores Brasileiros
Tenho o prazer de pedir-lhes que enxuguem as lágrimas, pois o motivo das tais não procede mais.
Brincadeiras a parte, é preciso informar a todos que defendem suas respectivas posições de "pobres" que estão redondamente equivocados.
Segundo algumas instituições que realizam pesquisas socioeconomicas, como a Fundação Getúlio Vargas, todas as classes sociais brasileiras sofreram mudanças.
Marcelo Neri, Pesquisador do Centro de Políticas Sociais da FGV afirmou, usando dados do IBGE, um aumento de 31.1% na classe mais volumosa da esfera social brasileira, a Classe C desde o ano de 2003 até o ano de 2008. Esse aumento representou a integração da ordem de 25.9 milhões de brasileiros na classe C, seguimento mais que cobiçado pelos novos empreendedores.
Para que esse aumento ocorresse, as classes D e E tiveram que perder integrantes, o que significa dizer que o hiato social diminuiu em todas as classes.
O aumento da renda de trabalho contribuiu com cerca de 66.8% para a diminuição deste hiato, que segundo a economista Sonia Rocha é impacto direto da melhora na escolaridade. O programa assistencial Fome Zero contribuiu com 17% na melhora no índice de Gini, que mede a desigualdade social.
O bloco mais rico da sociedade, a classe AB aumentou com o ingresso de mais 13.3 milhões de brasileiros, totalizando assim um crescimento de 37,1% no período de 2003 a 2008.
Ouço sempre a frase "somos pobres" e fico um pouco incomodado, pois que pobre tem motocicleta? Que pobre tem automóvel? Que pobre tem sua própria residência? Que pobre tem cartão de crédito? Que pobre tem todos esse itens juntos?
Resumindo, você pode não ser tão rico quanto gostaria, PORÉM está longe de ser o pobre que pensa ser.
Vale refletir sobre isso e usar todas essas informações como um bom alicerce para galgar às posições desejadas. E se nesse percurso encontrar algum obstáculo, estarei à disposição.
