sábado, 3 de outubro de 2009

A escravidão da era moderna.


Ontem, pulando de canal em canal, me vejo assistindo à TV Senado, no exato momento em que o Senador Mão Santa do PSC/PI discursava. E ele apontou para um fato muito interessante: dívidas.
E ele disse duas coisas:
I - A dívida é a escravidão da era moderna;
II - Não baseie sua prosperidade em dinheiro emprestado (Abraham Lincoln, Presidente dos Estados Unidos de Março de 1861 a Abril de 1865)

Há de se entender que os dias de hoje são caríssimos quando os comparamos aos dias de outrora. Paga-se muito mais pelo mesmo serviço hoje, paga-se mais ainda por serviços de mesma natureza dos de ontem, mas que hoje agregam valores em si mesmos.

Logo, para grandes compras, grandes serviços é necessário achar quem invista capital para adquiri-los ou que os financie. Nessa hora, encontramos o investidor de nosso pesadelo ou a financiadora de nosso enfarto.

A dívida é, hoje, a escravidão da era moderna. Aprisiona qualquer um que se dê ao quase desplante de passar dos limites. Os juros são as vigorosas chibatadas, que extraem o "sangue e suor" (dinheiro) do castigado (consumidor).

Parcela desta culpa vem dos asteriscos das campanhas. Sim, aqueles que sinalizam que há letras miúdas, de tamanho quase nanoscópico, para simplesmente atestar que a campanha feita sobre os produtos está coberta e/ou recheada de ressalvas. Logo, NÃO é o que parece .

Mas nem tudo é perdição. Muito progresso pode ser feito usando, de maneira consciente, os créditos disponibilizados. No entanto, o consumismo desenfreado precisa ser contido. A vontade é sem sombra de dúvida o capataz da tua senzala, que o conturba, fazendo-o querer aquilo que não pode e muitas vezes não precisa.

O consumismo planejado e consciente lhe garantirá a prosperidade e o progresso se e somente se houver um questionamento sobre custo-benefício, ou seja, quando as vantagens superam as desvantagens. Produto bom não é o mais caro, é o mais eficiente. E eficiência exige qualidade e na maioria das vezes exige que o produto seja um bem-durável o que o serviço atenda às premissas da qualidade ditada pela sua própria natureza.

Essa escravidão não depende da cor, da "raça", do credo, do status social. Mas a sua carta de alforria é aberta a todos e não é impossível de se conquistar.


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